quarta-feira, 26 de novembro de 2014

Segundo Plano


        Sentado aqui sozinho nesse cômodo vazio e escuro posso perceber com mais clareza a nossa situação. Não o culpo por ser assim, não o menosprezo por não conseguir se resolver. Sei que tomar decisões não é nada fácil, sempre fico em dúvida entre sorvete de flocos ou maracujá, mas infelizmente a vida vai além de um simples derivado de leite bovino.

     A balança também não consegue se decidir, pois os momentos de felicidade, onde a sua simples presença já confortava meu coração são equivalentes a aqueles que a dor e o vazio me consomem por saber que são outros olhares que contemplam os seus pensamentos diários.

     Acreditei fielmente que conseguiria suportar tudo isso, mas a cada dia percebo que não sou como um aplicativo barato de smartphone, no qual você brinca por horas, fechando quando recebe outra notificação e quando bem entender, volta e ele está lá, no mesmo lugar, apenas esperando você reiniciar.

Fica a dica!

sexta-feira, 23 de novembro de 2012

Eu tenho Você




Alguns anos eu vivi,
Nas pessoas eu percebi
Um vazio tão imenso
Que os consome todo por dentro.


Todos tentam se encher
Buscam o buraco preencher,
Mas sou feliz, como você pode ver,
Pois eu tenho você.


Uns tentam com Maria,
Outros tentam com Crème Brûlèe.
Mas no final todos ficam com agonia,
Pois eles não podem tem você.


Para alguns a verdinha lhe caem bem.
Para outros nem tanto assim.
Espero que eles achem também
Alguém tão perfeito, como você é para mim.

Há muitas maneiras de se alegrar,
Pode-se beber, cheirar ou até fumar,
Mas eu não preciso de nada disso,
Pois sou mais que seu amigo
E vou viver pra sempre contigo.


Em seus braços é o meu lugar.
Quero tanto te abraçar.
Sonho alegremente com seus beijos,
Sentir o cheiro dos seus cabelos.
Venha logo acabar com todos os meus medos.


Essa carta é para dizer
A poesia que acabei de escrever.
Isso tudo é para fazer
Você então perceber
Que para sempre feliz eu vou ser,
Pois simplesmente eu tenho Você.

Fica a Dica!



quinta-feira, 8 de março de 2012

Campanha do Desapego


Bem-aventurado o homem que não anda segundo o conselho dos ímpios, nem se detém no caminho dos pecadores, nem se assenta na roda dos escarnecedores”.
Salmos 1:1

         Atitude difícil, mas sempre necessária.

            “Certa vez um homem decidiu subir uma alta e íngreme montanha para no cume encontrar um guru que o ensinaria o segredo da vida. Pegou uma mochila velha e maltrapilha e foi enchendo-a com tudo o que ele achou que seria necessário para a sua viagem. Nos vários compartimentos o homem colocou garrafas de água bem gelada, um pouco do que havia sobrado do jantar do dia anterior, alguns pacotes de bolacha, meias limpas, uma toalha... Na capanga estava tudo que era preciso para a longa jornada que ele realizará. Vestiu as suas roupas mais confortáveis, calçou os seus sapatos mais macios e saiu para completar a sua missão.

            Ao sair de casa, nosso aventureiro passou no jardim e pegou seus três anões de jardim e com muito custo conseguiu enfiá-los dentro de sua bolsa. Alguns mantimentos tiveram que ser retirados a fim de dar lugar às estatuas de gesso, afinal àqueles anões foram os seus únicos companheiros durante vários anos, seria injusto não levá-los na sua caminhada.

            O homem andava com muita dificuldade, já que a sua gualdrapa estava muito pesada. Após algumas horas, ele finalmente conseguiu chegar ao pé da colina, olhou alegremente para o pico e viu um velho templo no topo. Sorriu. Estava cansado, mas a sabedoria que embolsaria recompensaria todo esforço. Suspirou e começou a subida. Era árduo, nesse instante o sol já ostentava toda a sua glória e calor, pedras pontiagudas e quentes machucavam os seus pés, o ar se tornava mais seco e insuportável a cada instante.

            Decidiu parar para realizar um lanche, sua barriga já relinchava atônita. O viajante começou aquelas bolachas no seco, já que resolvera economizar as poucas garrafas de água que sobrara para o resto da viagem. Após um longo descanso, o peregrino retornou na sua marcha rumo ao conhecimento. No céu a lua brilhava graciosa e prateada e a caminhada se tornava cada vez mais difícil devido a escuridão. Resolveu dormir. No acampamento via-se apenas uma fogueira mal acesa e uma pequena barraca construída com gravetos e retalhos de tecido velho onde o homem tentava dividir espaço com os seus amigos duros e imóveis.

            No raiar do dia retomou sua missão. Quando o ponteiro do relógio estava para se posicionar declarando ser meio dia o homem se deparou com um muro. Ele parou e analisou a situação. Lembrou-se sobre o que todos diziam a ele. Ele estava quase chegando no templo. Aquele lugar era as paredes da escola esculpidas nas rochas da montanha na qual se encontrava o mestre. Bastava apenas subir as escadas sinuosas e ele teria acesso ao conhecimento. Levantou o pé e começou a subir. Logo nos primeiros degraus caiu no chão retornando ao pé da escada. Tentou outras vezes, em vão. Sempre caía. Percebeu que a escada era íngreme demais e que sua mochila pesada impedia a escalada.

            Começou a jogar as suas coisas fora. Seus mantimentos, sua barraca... Foi tirando tudo, pouco a pouco até sobrar apenas os seus queridos anões de jardim. Mesmo assim, ainda era muito pesado para conseguir subir os degraus desuniformes e esguios. No fim da tarde veio descendo através da escada um velho sábio. Ele havia passado muito tempo no cume d montanha fazendo um estágio com o guru. O sábio viu o homem desesperado e tentou ajudar. Disse ao alpinista que ele deveria abandonar todo aquele peso se referindo aos anões. O homem deu um grito e disse que jamais faria isso, ele nunca abandonaria o que sempre lhe trouxe felicidade. O sábio balançou a cabeça e seguiu sua viagem.

            O homem bufando de raiva não sabia se odiava o sábio por ter lhe falado aquilo ou se odiava a si mesmo por cogitar a proposta do sábio. Depois de muito pensar e discutir consigo mesmo o homem se questionou o que era mais importante para ele e com muitas lágrimas nos olhos e aperto no coração depositou cuidadosamente seus anões de jardim, que com tanto amor havia confeccionado, no pé da escada e subiu rumo à sabedoria.

            Quando chegou ao fim de sua jornada, os seus olhos não conseguiam conter as lágrimas, dessa vez de felicidade. O guru então lhe perguntou se foi muito difícil abandonar os seus amigos durante o caminho, pois ele havia assistido do alto da montanha todo o trajeto do humilde peregrino. O homem, com pesar no peito disse que sim, pois ele era um homem muito solitário e aqueles anões eram sua vida. O guru o levou a questionar a sua vida e estimulou o homem a relembrar todos os seus dias. Neste instante o homem percebeu que sempre tivera companhia, que as outras pessoas de sua aldeia sempre tentaram se aproximar dele, mas ele sempre as rejeitou por não se sentir bom o suficiente.

            O homem então percebeu que nunca estivera aberto para novas possibilidades e com isso ele descobriu a razão da felicidade. O homem se apaixonou pelo templo e pelos seus ensinamentos e nunca mais retornou de lá, ficando no lugar do guru quando este veio a falecer.”

Muitas vezes se torna difícil abandonar certas pedras pelo caminho, mas algumas pessoas apenas nos levam pra baixo. Devemos tirar os pesos das nossas costas e continuar a caminhada rumo ao nosso sucesso, nós deixamos muitos pra trás nessa longa caminhada, mas com certeza muitos melhores virão pela frente.

Não vos enganeis: as más companhias corrompem os bons costumes”.
1 Coríntios 15:33

Fica a dica!


sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Política Alheia



                       Curta-metragem produzido como avaliação na disciplina Psicologia da Educação II do curso de Licenciatura em Ciências Biológicas da Universidade Federal de Goiás com o auxílio do Banco de Imagens do Laboratório de Tecnologia da Informação e Mídias Educacionais (LabTIME). Possui o tema: "O entrelace entre ciência, política e a formação do homem na contemporaneidade" e tem como objetivo fazer uma crítica ao modo de produção capitalista e a alienação do homem.

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

A divina arte de descansar


Como dizia Salomão, o homem mais sábio de todos os tempos:
“Tudo o que fazemos na vida não nos traz nada, a não ser preocupações e desgostos. Não podemos descansar, nem de noite. É tudo ilusão.” Eclesiastes 2:23
E nisso ele tinha razão, pois nessa vida terrena deixamos os problemas do dia-a-dia nos abater.

Casa, casamento, estudos, filhos, trabalho, pais, compromissos, amizades, namoro... tudo isso, y otras cositas mas, nos trazem preocupações e isso apenas nos estressa. Médicos e cientistas comprovam o que Salomão disse há tanto tempo atrás, o estresse mata!

Mas tudo isso é pura ilusão, é como correr atrás do vento. Davi, o paizão de Salomão, encontrou a solução dos nossos problemas e ainda nos deu a receita:
O que habita no esconderijo do Altíssimo e descansa à sombra do Onipotente diz ao Senhor: Meu refúgio e meu baluarte, Deus meu, em quem confio.” Salmos 91:1-2 

Davi descobriu que o segredo de ter uma vida de paz e tranquilidade está no simples fato de deixarmos de olhar para nós mesmos e nossos problemas e olharmos atentos para o alto e depositarmos as nossas vidas, sonhos, problemas e planos nas mãos do melhor terapeuta de todos
Jesus Cristo, o Salvador.


Fica a dica!


segunda-feira, 25 de julho de 2011

Chocolate

Como um pequeno doce
Que começamos a degustar e não conseguimos mais parar
O gosto dos seus beijos permanece grudado em minha boca
O cheiro da sua pele percorre a minha alma

A sua energia,
A sua sintonia,
O seu entusiasmo
Dão-me forças pra continuar

O teu tão doce e suave amor me sacia
O teu toque me completa
Quero sempre sentir o seu olhar me despertar
E viver ao seu lado, sem me importar 
Ou com o futuro me preocupar

Só quero dizer que eu te amo
Fica a dica!